Ontem, 07 de fevereiro, foi interessante lá no ensaio da Orquestra Sanfônica de Aracaju os vídeos apresentados sobre o forró brasileiro. O documentário, elaborado por pesquisadores de Brasília, fala da migração do forró e artistas nordestinos para a região sul e sudeste. O documentário enfatisa a "vergonha" que várias regiões nordestinas têm em apresentar a sua cultura aos turistas e apaixonados pelo ritmo. Ficamos felizes e preocupados, ao ver o MESTRINHO e TAÍS falarem da falta de incentivo, principalmente em Sergipe. Segundo Taís, filha de Erivaldo de Carira, ela imaginava que o forró acontecia apenas no mês de junho e, ao se mudar para São Paulo, descobriu que a música nordestinha toca o ano todo em outras regiões. Acho que vale à pena assistir o documentário e refletir sobre o assunto.
Na minha humilde opinião, o "ESTADO" não tem obrigação de patrocinar bandas ou artistas, mas sim incentivar a produção local em seus eventos, através da diversidade de cada local. A questão de fazer shows, cabe muito à iniciativa privada que não privilegia os artistas locais em detrimento à cultura de massa.
Achamos que, para viajar pelo Brasil fazendo shows, cabe às produções das bandas e artistas. É uma batalha árdua.
Precisamos de Lei estadual que inclua um percentual de artistas locais em eventos financiados com orçamento público. Já se discute em 30%, mas a discussão vai mais além. Não podemos nos perder. É preciso caminhar em frente, juntos e organizados para conquistar os nossos espaços.
Joaquim Antonio - CASACA DE COURO
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